Radamés Gnattali

Radamés Gnattali

1906 - 1988

CONTATOS: Roberto Gnattali (gnattali.roberto@gmail.com) celular: (21) 98819-7736; Nelly Gnattali (nellygnattali@gmail.com)A família de Radamés Gnattali era italiana, apaixonada por música e, acima de tudo, pela ópera. Seu nome, o de seu irmão Ernani, e o da irmã Aída são todos retirados de uma ópera de Verdi. Alessandro Gnattali, o pai, chegara ao Brasil em 1896; aqui, o imigrante pobre tornou-s… CONTATOS: Roberto Gnattali (gnattali.roberto@gmail.com) celular: (21) 98819-7736; Nelly Gnattali (nellygnattali@gmail.com)A família de Radamés Gnattali era italiana, apaixonada por música e, acima de tudo, pela ópera. Seu nome, o de seu irmão Ernani, e o da irmã Aída são todos retirados de uma ópera de Verdi. Alessandro Gnattali, o pai, chegara ao Brasil em 1896; aqui, o imigrante pobre tornou-se pianista, fagotista, contrabaixista, professor de música e maestro; Adélia, sua mãe, obteve renome como pianista e professora de música. Foi ela a responsável pela iniciação musical de Radamés, aos seis anos de idade. Sua irmã Aída formou-se em piano e viria a acompanhar Radamés em vários discos e apresentações. Havia ainda uma prima por parte de mãe, Olga, que era violinista. Outro irmão, Alexandre Gnattali, foi maestro, compositor e arranjador. A educação escolar de Radamés durou apenas até os 14 anos de idade; rebelde, desleixado nos estudos, acabou convencendo o pai a largar tudo para se dedicar à música. Nessa época, já estudava violino com a prima e concertista Olga Fossati. Fez exame para o Conservatório Musical de Porto Alegre (mais tarde, Escola de Belas Artes e, hoje, Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e, apenas com a formação caseira, foi aprovado para ingressar no quinto ano de piano. Ali estudou para seguir carreira de concertista, tocando Bach, Chopin e Beethoven durante nove anos. Seu professor se chamava Guilherme Fontainha, um carioca que estudara em Paris e Berlim, e apresentara concertos pela Europa. Era o titular da cátedra de piano, Diretor da Escola e acabou fundando mais nove conservatórios no Rio Grande do Sul antes de retornar ao Rio de Janeiro. Tornou-se mentor e incentivador de Radamés até os 23 anos de idade, quando Radamés concluiu o curso de piano. Mas Radamés tinha ouvidos, também, para a rua e para o mundo fora das salas de concerto: “Eu aprendi a tocar piano popular com os pianeiros. Eu ficava ouvindo os discos do Fontainha e aprendendo como se usavam os saxofones. É uma escola.” Radamés  refere-se, provavelmente, a gravações das primeiras bandas de jazz. Essa mesma inquietude já fizera com que, ainda na década de 1920, aprendesse a tocar cavaquinho e violão. “Nós formávamos, eu, o Sotero Cosme, o Luís Cosme, o Júlio Grau e mais alguns músicos um pequeno bloquinho de Carnaval, meio moderno na época – Os Exagerados. Cada um tocava um instrumento. E como não podia levar o piano, comecei a tocar cavaquinho.” Com os amigos, criara o Quarteto de Cordas Henrique Oswald: os irmãos Cosme nos violinos, Radamés na viola e, no violoncelo, um músico cujo nome se perdeu. Chegaram a ganhar fama em seu estado natal. Como resumiu o próprio Radamés numa entrevista, já perto dos 70 anos de idade: “ [estudei] um pouco de flauta, de clarineta, estudei violino oito anos, que isso é muito bom para se conhecerem cordas. Depois, quando eu toquei viola no quarteto de cordas durante dois anos, com um repertório ótimo, eu aprendi muito. Cordas eu conheço bem. Eu sei bem pistom; saxofone, mais ou menos”. Porém, sua sede de aprender era inesgotável: “Estudei harmonia com algumas pessoas, com Agnelo França [...] no Rio, mas eu não gostava. Estudei com o Paulo Silva e um dia perguntei para ele se estudar contraponto me ajudaria a sair daquela situação [de questionamentos e inquietação da juventude]. “Ele disse para eu continuar com o que estava fazendo porque não ia adiantar nada.” Leia mais Nascimento: Brasil Porto Alegre RS, 26/1/1906
Falecimento: Brasil Rio de Janeiro RJ, 13/2/1988

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