Antonio dos Santos Cunha

Antonio dos Santos Cunha

1755 - 1822

Muito pouco se sabe sobre Antonio dos Santos Cunha. Foi objeto de estudos por parte do musicólogo e ex-presidente da Academia Brasileira de Música, José Maria Neves. Segundo Stella Neves (2004) o ilustre pesquisador chegou a buscar informações em Portugal sobre a origem do compositor em mais de uma oportunidade. Visitou ascidades de Lisboa e Évora, sem obter sucesso: nestas incursões encontrou u… Muito pouco se sabe sobre Antonio dos Santos Cunha. Foi objeto de estudos por parte do musicólogo e ex-presidente da Academia Brasileira de Música, José Maria Neves. Segundo Stella Neves (2004) o ilustre pesquisador chegou a buscar informações em Portugal sobre a origem do compositor em mais de uma oportunidade. Visitou ascidades de Lisboa e Évora, sem obter sucesso: nestas incursões encontrou uma verdadeira sucessão de homônimos. Stella Neves lembra que provavelmente, este nome esteve muito em voga em terras lusitanas naquele tempo. Dentre estas dezenas de homônimos, “existiram mais ou menos uns vinte” (NEVES, S. 2004) que se dedicaram à música, o que dá para imaginar a dimensão de dados que precisariam ser levantados até se encontrarem notícias do compositor: obviamente a maioria esmagadora destas fontes seria de músicos que não o “nosso” Santos Cunha. Este fato causou uma enorme dificuldade em tal tentativa de levantar o véu sobre a vida do autor. A busca por parte de José Maria Neves foi realizada a partir da forte possibilidade de Antônio dos Santos Cunha ser de origem portuguesa. Esta teoria poderia ser reforçada pelo fato de ter havido grande fluxo de músicos lusitanos em direção às Minas Gerais naquele tempo (KIEFER, 1977), entretanto, nada ainda pôde ser confirmado. O próprio Kiefer menciona a presença de expressivo contingente de musicistas vindos também de Pernambuco, Bahia e outras praças. O que se sabe ao certo é que foi branco e não mulato ou negro, estes últimos maioria dentre os músicos, naturais ou radicados na São João del-Rei setecentista. O que leva a esta conclusão é o fato de ele ter pertencido à Ordem Terceira do Carmo e à Irmandade do Senhor Bom Jesus dos Passos, que não aceitavam mulatos em suas hostes. Em um dos livros de receita e despesas da Irmandade de São Miguel e Almas é dado registro da compra de um livro, no ano de 1801. Na Irmandade do Senhor Bom Jesus dos Passos, Antonio dos Santos Cunha é registrado como irmão em 17 de fevereiro no mesmo ano. Existe uma anotação que pode ser encontrada em um dos livros de termos da Ordem Terceira do Carmo, que o recebe como irmão em 1800, bem como outra datada de 1815, que o menciona como ausente para Lisboa (NEVES, J.M., 2000). Aloísio Viegas (2004) relata que falta até o presente momento uma pesquisa direcionada em documentos e arquivos. Se não for encontrada documentação cartorial, registro de bens ou anotações do gênero, poderá se tornar muito complicada a localização de informações. Resta para consulta apenas documentação eclesiástica e mesmo assim, os livros mais antigos das irmandades estão perdidos: somente volumes a partir de 1730 podem ser encontrados. Na Ordem do Carmo era hábito que os livros de entrada dessem o nome do ingressante, a filiação e o local de moradia. Sabendo disso, o próprio Aloísio Viegas foi em busca desse material na confiança de que agora se levantaria o véu. Estas informações possibilitariam a procura em outra documentação e arquivos, dos quais poderiam surgir novos dados sobre o compositor. Porém, para decepção geral, está faltando exatamente a folha em que deveria constar os seus dados texto: ROCHA, Edilson A http://www.anppom.com.br / Leia mais Nascimento: Brasil São João del Rey MG, 1755
Falecimento: Brasil , 1822

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