Sigismund Neukomm

Sigismund Neukomm

1778 - 1858

Iniciou os estudos em sua cidade com o organista Weissauer e depois com o compositor Michael Haydn, mestre de capela e organista da catedral, ao tempo que estudava filosofia e matemática na Universidade de Salzburgo. Em 1792 foi indicado organista honorário da igreja da instituição e, em 1796, tornou-se Mestre-do-Coro do teatro da corte. Aos 16 anos, mudando-se para Viena foi aluno do grande com… Iniciou os estudos em sua cidade com o organista Weissauer e depois com o compositor Michael Haydn, mestre de capela e organista da catedral, ao tempo que estudava filosofia e matemática na Universidade de Salzburgo. Em 1792 foi indicado organista honorário da igreja da instituição e, em 1796, tornou-se Mestre-do-Coro do teatro da corte. Aos 16 anos, mudando-se para Viena foi aluno do grande compositor, «pai da sinfonia», Joseph Haydn. Trabalhou sete anos com ele, irmão do mestre anterior. O ilustre professor costumava dizer que Beethoven fora seu melhor aluno, mas Neukomm o preferido. No fim da vida Haydn confiou ao discípulo predileto tarefas de fazer orquestração e redução para piano de várias obras suas. Neukomm, talvez por isso, foi como Haydn afeiçoado às personalidades da aristocracia dos países por onde ia passando. Após o período de estudos, viajou em 1804 para a Rússia, levando uma carta de Haydn para a czarina Maria Fiodorovna, que fora aluna sua em Viena quando era ainda grande-duquesa. Em São Petesburgo, a czarina o nomeou Mestre-de-Capela. Tinha 26 anos e compôs sua primeira e talvez única ópera, «Alexander am Indus», encenada no dia da coroação do czar Alexandre. Trabalhou ainda no Teatro Alemão de São Petersburgo, e como músico autônomo em Moscou. Apesar de ter na Rússia boa situação, partiu para Berlim, então ocupara pelos franceses, e retornou a Viena, visitando o velho mestre (de 77 anos, então). Nesta ocasião, dele teria recebido a incumbência de terminar algumas de suas obras inéditas. Em 1808 D. João VI havia instalado no Rio de Janeiro a única corte real jamais existente na América Latina. Amante das artes e privado da riqueza cultural de que dispunha em Lisboa, graças principalmente ao ouro extraído do Brasil, ambicionava incrementar as atividades artísticas no Novo Mundo. Paradoxalmente, o destino quis que o mesmo Napoleão que havia causado a sua fuga de Lisboa ajudasse esse projeto. Após a queda do imperador, um grupo de artistas que o apoiava decidiu deixar a Franca; assim chega ao Brasil em 1816 a Missão Artística Francesa, reunida pelo Embaixador do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve, o Marquês de Marialva. A Missão era composta de artistas notáveis, como os pintores Jean Baptiste Debret, Nicolas Taunay, Pouco depois desembarca também no Rio o Cavalheiro Sigismund von Neukomm, o aluno preferido de Joseph Haydn e protegido de Talleyrand. Sua autobiografia e as cartas escritas ao longo de sua estadia são um testemunho do seu encanto por tudo em que encontrou no Brasil. É notória a admiração que nutria pelo Padre José Maurício Nunes Garcia (1767 - 1830), considerado o maior compositor brasileiro da época. Neukomm foi também fortemente impressionado pelos gêneros populares, o lundu e a modinha, que o inspiraram em duas de duas obras: “O Amor Brazileiro” e “L’amoureux”. Recolheu e harmonizou ainda uma coleção de vinte “modinhas”, de autoria de Joaquim Manoel da Camara, virtuose do “cavaquinho” e do violão, porém analfabeto em notação musical. Essa coletânea, impressa em 1821 em Paris sob a supervisão de Neukomm, constitui um dos primeiros registros de modinhas da história, além de ser o único testemunho da arte de Câmara e um importante documento sobre a atividade musical no Rio de Janeiro no início do século XlX. Fonte: www. pqpbach.opensadorselvagem.org Leia mais Nascimento: Áustria Salzburg , 10/7/1778
Falecimento: França Paris , 3/4/1858

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