Frederico Richter

Frederico Richter

1932 - 2023

Nascido em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, foi sempre muito atuante como professor de composição e regência, no seu estado. Fez pós-gra­duação na Univer­sidade McGill, em Mon­treal, Canadá, em música eletrônica. Inte­grou a Orquestra de Câmara do Rio Gran­de do Sul como violinista e recebeu inú­meros prêmios por sua ativi­dade musical, com várias obras impressas. Richter, que adotou o cogno… Nascido em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, foi sempre muito atuante como professor de composição e regência, no seu estado. Fez pós-gra­duação na Univer­sidade McGill, em Mon­treal, Canadá, em música eletrônica. Inte­grou a Orquestra de Câmara do Rio Gran­de do Sul como violinista e recebeu inú­meros prêmios por sua ativi­dade musical, com várias obras impressas. Richter, que adotou o cognome “Frerí­dio”, tem apre­sentado em congres­sos traba­lhos sobre o que denomina “música frac­tal” e as novas tecnologias na música con­tempo­rânea. Autor de obra numero­sa, po­dem-se destacar as Concen­tratas, Três contos poéticos, O amanhecer no planeta e Brasil cinco séculos, todas para orques­tra, além dos Concertos, para violino e orquestra e para violão e orquestra.Fonte: Academia Brasileira de Música (www.abmusica.org.br)Bio completaGaúcho, de Novo Hamburgo. Radicou-se na cidade de Santa Maria onde assumiu, como Maestro Titular, a Orquestra Sinfônica de Santa Maria da qual foi o criador e fundador. Na Universidade exerceu a docência como Professor Titular e regência por 33 anos. Começou a compor na infância e hoje suas obras somam mais de 150, entre títulos globais tais como Ciclos, Sinfonias, Peças Sinfônicas com coro e orquestra, cerca de 50 obras para Orquestra Sinfônica, Orquestra de Câmara, ópera, oratórios, canções, peças instrumentais e obras eletroacústicas. Dedicou-se à musica Fractal e à música moderna e pós-moderna. Suas obras tem sido apresentadas em diversos países e por todo o Brasil, sendo atualmente um dos compositores mais conhecido do Rio Grande do Sul. É Doutor em Musica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1962) e Pós-Doutor pela McGilll University, no Canadá (1979-81). Adotou o cognome de Frerídio pelo qual é conhecido pelos compositores. Tocou na Ospa (Orquestra Sinfônica de Porto Alegre) por 20 anos como 1º violino. Como maestro, regeu a OSPA, assim como orquestras em São Paulo, Porto Alegre e Montevidéu. Ministrou Cursos no Exterior e atuou como conferencista, músico, docente e pesquisador na Alemanha (Universidade Siegen e Hamburgo e IPN de Kiel ), Austria, Reino Unido, Universidade de Gasgow, Escócia, (onde foi Pesquisador Oversee, orientando Doutorandos). No Canadá deu Master-Classes em Música nas Universidades Concordia e McGill. Atualmente tem sido muito solicitado por intérpretes para apresentar suas composições e também incluí-las em CDs. No ano de 2005 obras para piano foram apresentadas em dois concertos na Áustria, nas cidades de Saint Pölten e Stift Willering.A história da música eletrônica do Rio Grande do Sul inicia com a produção musical do maestro e criador da Orquestra Sinfônica de Santa Maria, Frederico Richter, durante o Pós-doutorado em Música Eletrônica no Canadá. Naquela época não existiam estúdios nas universidades brasileiras que possibilitassem a criação musical e especialização dos compositores em música eletrônica. Para aprender técnicas de composição de música eletrônica, Richter precisou viajar com a família para o exterior. Nos estúdios da Universidade de McGill, sob orientação de Alcides Lanza, Richter compôs, entre 1980 e 1981, as primeiras obras eletrônicas: Metamorfoses, Sonhos e Fantasia e Estudo Eletrônico.A Experiência de Richter com a musicalidade antes desenvolvida em sua produção sinfônica permitiram que seus primeiros contatos com a eletrônica, não produzissem obras com a típica frieza maquinal. Após utilizar sintetizadores analógicos como o Moog Modular e o Synthi-AKS para criar suas primeiras obras, iniciou estudos de música fractal através do computador, tornando-se o primeiro gaúcho a compor através do computador. O maestro dedicou-se então à Música Fractal, música moderna e pós-moderna. Compôs as obras Música Fractal I (1990) e Elegia por um herói moribundo (1992) na Concordia University em Montreal. A obra Monumenta Frac Tallis-thomas, para Órgão e Fita Magnética, foi lançada no Rio de Janeiro em 19 de outubro de 1991, na 9ª Bienal de Música Contemporânea. A realização desta música foi possível com a ajuda e cooperação do físico Stefan Shuldt, professor na Fachhochule de Kiel, Alemanha, que deu suporte para o compositor com programas BASIC e um micro-computador para gerar estruturas fractais. Na Universidade Federal de Santa Maria, exerceu a docência como Professor Titular e regência por 33 anos.  Frederico Richter começou a compor na infância e hoje suas obras somam mais de 150, entre títulos globais tais como Ciclos, Sinfonias, Peças Sinfônicas com coro e orquestra, cerca de 50 obras para Orquestra Sinfônica, Orquestra de Câmara, ópera, oratórios, canções, peças instrumentais e obras eletroacústicas. Suas obras tem sido apresentadas em diversos países e por todo o Brasil, sendo atualmente um dos compositores mais conhecidos do Rio Grande do Sul. Adotou o cognome de Frerídio pelo qual é conhecido pelos compositores. Atuou como membro da Ospa (Orquestra Sinfônica de Porto Alegre) por 20 anos como 1º violino.Como maestro, regeu a OSPA, assim como orquestras em São Paulo, Porto Alegre e Montevidéu. Ministrou Cursos no Exterior e atuou como conferencista, músico, docente e pesquisador na Alemanha (Universidade Siegen e Hamburgo e IPN de Kiel), Áustria, Reino Unido, Universidade de Glasgow, Escócia. Além de ser o pioneiro, Frederico Richter abriu o caminho para jovens compositores de vanguarda que deram seqüência a história da música eletrônica e computacional do RS, entre eles, Eduardo Reck Miranda.  Leia mais Nascimento: Brasil Novo Hamburgo RS, 6/2/1932
Falecimento: Brasil Porto Alegre RS, 1/1/2023

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