Gabriel Fernandes da Trindade

Gabriel Fernandes da Trindade

1798 - 1854

Compositor, tenor e violinista, melhor conhecido como autor de modinhas. Por volta de 1805, Gabriel Fernandes da Trindade transferiu-se de Ouro Preto para o Rio de Janeiro, com seus pais e irmãos. É possível que tenha estudado no curso público de música ministrado por José Maurício Nunes Garcia, mas a informação não tem confirmação. Sabe-se, todavia, que a partir do início da década de 1810 estu… Compositor, tenor e violinista, melhor conhecido como autor de modinhas. Por volta de 1805, Gabriel Fernandes da Trindade transferiu-se de Ouro Preto para o Rio de Janeiro, com seus pais e irmãos. É possível que tenha estudado no curso público de música ministrado por José Maurício Nunes Garcia, mas a informação não tem confirmação. Sabe-se, todavia, que a partir do início da década de 1810 estudou violino com Francesco Ignacio Ansaldi, por indicação do Príncipe-Regente Dom João, com vista a um futuro aproveitamento na Real (Imperial após a Independência) Câmara e Capela dos Bragança no Rio de Janeiro. Por volta de 1814, Trindade compôs três duetos para violinos, dedicados a seu professor, que constituem exemplos pioneiros da prática camerística no Brasil. Não existem, todavia, dados sobre sua formação como compositor. Embora já viesse sendo convocado como reforço para as festividades mais importantes, em 1825  Trindade solicitou sua efetivação como violinista junto à orquestra da Câmara Imperial, sem sucesso6. Dois anos depois fez nova solicitação, desta feita com vista à orquestra da Capela Imperial, recebendo aprovação. Em 1831, por motivos orçamentários, esta orquestra foi dissolvida, perdendo Trindade sua posição junto à mesma, muito embora o coro fosse mantido para a continuidade dos serviços litúrgicos. Há notícia de outros membros músicos de sua família nos quadros da Capela Real e Imperial, a saber, seu pai, José Fernandes8, cuja ocupação é desconhecida, e seu irmão mais jovem, José Jacinto Fernandes, contrabaixista. Durante o período regencial (1831-1840), marcado pela interrupção das temporadas de ópera no Rio de Janeiro, Trindade participou como compositor, cantor e violinista em peças teatrais precedidas, seguidas e/ou entremeadas de música e dança, assim como em récitas de caráter exclusivamente musical, cujo repertório consistia basicamente de excertos operísticos e variações instrumentais. Data de 1834 a publicação das primeiras de suas canções de salão, cuja história coincide com os primórdios da impressão musical no Brasil e que alcançaram grande popularidade, chegando até a serem pirateadas. Trindade casou-se em junho de 1835 e três meses depois organizou récita musical em benefício próprio, várias vezes adiada por motivo de chuva, mas sobre a qual não existem maiores informações. Em 1840 submeteu novo requerimento às autoridades imperiais, desta feita para a posição de tenor no coro da Capela Imperial, já que a orquestra desta instituição permanecia desativada. Embora os pareceres oficiais tenham sido favoráveis, sua contratação acabou se concretizando somente dois anos depois. Já em 1846, todavia, encontrava-se “estuporado” (paralítico), segundo relatório do Inspetor da Capela Imperial. Seu falecimento, oito anos depois, deu-se por “inanição por longa supuração”, conforme consta em seu atestado de óbito. Fonte: Dicionário Biográfico Caravelas (www.caravelas.com.pt) Leia mais Nascimento: Brasil Ouro Preto MG, 9/12/1798
Falecimento: Brasil Rio de Janeiro RJ, 23/8/1854

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