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Espaços sonoros - música e arquitetura no Rio

01/07/2021

O Rio é o berço do choro, da bossa nova, do funk. A música inspirou a construção de ícones arquitetônicos, como o Theatro Municipal, o Sambódromo, a Cidade das Artes, e o espaço urbano deu a oportunidade para o florescimento desses gêneros musicais, tipicamente cariocas. Em todos os tempos a cidade é cantada por grandes autores, Ernesto Nazareth, Noel Rosa, Tom Jobim...

No Rio, ESPAÇO, MÚSICA e ARQUITETURA são inseparáveis.

O projeto ESPAÇOS SONOROS: música e arquitetura no Rio propõe a realização de 2 MESES DE EXPOSIÇÃO INTERATIVA cujo foco são as inter-relações entre a música e o espaço cariocas. Iniciativa inovadora e contemporânea, o objetivo principal do projeto é fazer com que a população carioca e os visitantes em geral possam conhecer e se apropriar da riqueza representada pelos patrimônios musical e espacial-arquitetônico da cidade.

 

ESPAÇOS SONOROS - Apresentação

Em 2021 o Rio de Janeiro será a sede do 27º Congresso Mundial de Arquitetos e, por esse motivo, foi designada a Capital Mundial da Arquitetura pela UNESCO, a primeira cidade a receber tal distinção (https://www.uia2021rio.archi/).

Capital do país por 200 anos, o centro do Rio concentra uma coleção dos mais expressivos exemplares arquitetônicos representativos de 5 séculos de Brasil, abrigando desde construções emblemáticas do período colonial até os dias de hoje.

“Nenhuma outra cidade do mundo tem uma coleção tão diversa em termos de arquitetura. A paisagem do Rio de Janeiro é a mesma desde a sua fundação. A baía cercada por montanhas é a marca registrada da paisagem carioca. Quando se coloca o espaço construído em sintonia com a paisagem, cria-se uma identidade coletiva marcante e compartilhável.” (Sérgio Magalhães)

O Rio é a cidade mais retratada por artistas de todo o mundo e a mais cantada por grandes nomes da música popular brasileira.

Espaço, música e arquitetura se encontram no Rio de Janeiro, em que os sinuosos desenhos das calçadas de Copacabana redesenhadas por Burle Marx, inspirados no mar, fazem pensar em ondas sonoras. As ondas também habitam os azulejos do Palácio da Cultura, ícone da arquitetura modernista, desenhados por Portinari, em cuja obra a música carioca ocupa espaço privilegiado. Estão ainda nos últimos trabalhos de Abraham Palatnik, de quem os aparelhos cinecromáticos e objetos cinéticos incorporam a rítmica como elemento essencial.

“Rio de Janeiro, que eu sempre hei de amar / Rio de Janeiro, a montanha, o sol, o mar”

cantaram Tom Jobim e Billy Blanco na Sinfonia do Rio de Janeiro em 1954, um prenúncio da geografia da bossa nova.

Grandes arquitetos criaram projeto icônicos, como o Theatro Municipal, voltado à ópera e música clássica, mas também palco do Orfeu da Conceição, de autoria de Tom e Vinícius, em 1956. O prédio de A Noite, emblemático exemplo de arquitetura moderna, projeto de Joseph Gire, abriga a primeira instalação completa de um estúdio radiofônico, o da Rádio Nacional, locus da era do rádio. Na Cidade das Artes, projeto de Christian de Portzamparc, as salas foram criadas para acolher, em perfeitas condições acústicas, todas as músicas, todos os sons.

Este projeto presta a devida homenagem ao arquiteto e cenógrafo Helio Eichbauer pelos 80 anos que completaria em 2021. Serão reproduzidas instalações que idealizou para a exposição RIO 450 ANOS DE MÚSICA, realizada pelo Instituto Musica Brasilis em 2014 (https://youtu.be/gBcL_CL2dmk).

PERCURSO EXPOSITIVO

A SIMBIOSE ENTRE PAISAGEM, MÚSICA E ARQUITETURA, MARCA REGISTRADA DO RIO, FUNDAMENTA A NARRATIVA DA EXPOSIÇÃO E PERMEIA OS SEUS CONTEÚDOS.

A expografia foi concebida para ocupar as áreas do térreo – Rotunda e Hall em frente à livraria, além das salas do 2º pavimento, porém pode ser facilmente adaptada a espaços menores ou maiores em função do caráter modular das instalações.

Em um momento atípico da história e avaliando o panorama econômico pós pandemia, foi desenvolvida uma cenografia minimalista, econômica e ecológica, buscando utilizar elementos recicláveis e mínima construção possível. Todo o material confeccionado será reaproveitado e reciclado posteriormente. 

As salas do segundo pavimento têm por característica sua utilização não linear. É possível adentrar os espaços expositivos sem uma necessidade lógica de ordem.

MÓDULOS DA EXPOSIÇÃO

 

ROTUNDA (térreo) – PIANO E BANDAS

Instalação concebida por HELIO EICHBAUER, homenageado em 2021 pelos 80 anos de nascimento. O piano, um autêntico BROADWOOD DE 1869, é típico do Rio como “cidade dos pianos”, enquanto os instrumentos de metal pendurados remetem às bandas, formações características da cidade.

 

HALL (térreo)

Instalação de uma obra interativa realizada pelo músico e arte educador Fernando Sardo. A instalação é realizada com elementos urbanos reciclados e permite ao visitante explorar os sons criando suas composições. 

 

A PAISAGEM CARIOCA E A MÚSICA -  (2º andar, sala de exposições C)

UM RIO QUE PASSOU EM NOSSAS VIDAS – 5 totens interativos (telas touch) + projeção O visitante seleciona um entre 4 locais do centro do Rio dentre Largo da Carioca, Praça XV, Porto do Rio, Cinelândia e visita o local que se transforma através da passagem do tempo, com a trilha sonora de cada época. Imagens de autoria do ilustrador GUTA, Carlos Gustavo Nunes Pereira (1952 - 2012)

 

MELODIA DAS MONTANHAS

Projeção interativa controlada por tela touch possibilita experimentar a biodiversidade da floresta da Tijuca e seus sons. 

INSTALAÇÃO SONORA - concebida por Elizabeth de Portzamparc

A cabeça de resina laranja gira em sua base também em resina vermelha e, quando pressionada, esfrega as placas de metal de diferentes alturas. Essas lâminas são posicionadas em movimento ascendente na placa de base e evocam edifícios em um mapa da cidade. Os sons produzidos pela fricção são aleatórios e dependem dos gestos dos visitantes 

 

SINFONIA URBANA - (2º andar, sala D)

O visitante escolhe, em tela touch, uma dentre 4 bases rítmicas diferentes: SAMBA, CHORO, BOSSA-NOVA e FUNK. Selecionada a base rítmica, tornam-se disponíveis imagens e sons correspondentes ao ritmo selecionado (ex: samba -> escolas de samba, choro -> Lapa, bossa-nova -> praia de Ipanema, funk -> imagens das favelas). O visitante pode combinar esses elementos para criar a sua própria “sinfonia urbana”. Uma  criação inédita de Pablo Ribeiro, Erica e Leonardo Tucherman e Susana Lacevitz, com a participação especial de Gabriela Geluda.

O SOM DA ARQUITETURA - (2º andar, sala de exposições B)

Espaço imersivo com projeções 360º (12 projetores) e trilha sonora ambiente. Inspirado no "Atelier des Lumières", galeria de exposições em Paris, esse módulo recria ambientes projetados por grandes arquitetos para abrigar diferentes gêneros sonoros. * Sambódromo * Cidade das Artes * Theatro Municipal * Av. Central (Marc Ferrez) 

 

 

JOGOS MUSICAIS (2º andar, sala de exposições E)

 

 

TEMPO – linhas do tempo interativas (ver exemplo em https://musicabrasilis.org.br/timeline/)

A história dos gêneros do Rio - samba, choro, bossa nova, funk – através de seus momentos, lugares, criadores e criações. O totem central reúne todos os conteúdos.

FACHADA / Mapping: Muti Randolph

Para marcar a inauguração da exposição, um mapping na fachada será criado especialmente pelo multi artista.

PROJETO DE ACESSIBILIDADE – Arteinclusão consultoria em ação educativa e cultural

1. Mapa Tátil da Exposição contendo: 1.1. Audio-descrição ( texto curatorial, módulos expositivos e  percurso acessível); 1.2. Imagens coloridas em relevo texturizado; 1.3. Sinalização de piso tátil; 1.4. Legendas em dupla leitura (fonte ampliada e braille).

2. Audioguia com audiodescrição (aproximadamente 1h30min) composto por: 2.1. Textos curatoriais; 2.2. Mediação de Percurso Sensorial autônomo; 2.3. Mediação das Obras acessibilizadas para público com Deficiência Visual;

3. Convite de Abertura da exposição com Acessibilidade (Descrição e Audiodescrição)

4. Consultoria de profissional com Deficiência Visual 

5. Piso Tátil para sinalização do Percurso Sensorial nos espaços expositivos (aproximadamente 250 metros lineares) compreendendo: 5.1. Layout do percurso tátil (paginação do piso); 5.2. Instalação do piso tátil; 5.3. Material do piso tátil: placas de PVC de 25x25cm;

6. 4 reproduções em relevo texturizado (resina acrílica branca) com legendas em Dupla Leitura (fonte ampliada e braille) representando: 6.1. Detalhes do mosaico da calçada de Copacabana / Burle Max; 6.2. Detalhes do painel de azulejo/ Palácio da Cultura/ Cândido Portinari; 6.3. Ilustração de uma imagem de autoria de Carlos Gustavo Nunes Pereira (Largo da carioca, Praça XV, Porto do Rio ou Cinelândia); 6.4. Imagem de foto ou obra do Maciço da Tijuca.

7. 3 maquetes volumétricas (impressão 3D) com legendas em dupla leitura (fonte ampliada e braile) de obras arquitetônicas do Rio de Janeiro: 7.1. Cidade das Artes; 7.2. Teatro Municipal; 7.3. Sambódromo.

8. QRCode em relevo tátil (pictograma único na entrada da exposição ou vários pictogramas localizados individualmente nos recursos de acessibilidade);

9. 4 Caixas “sound feel” - Com medida aproximada de 18x18cm, para reproduzir a vibração do som (recurso de acessibilidade para o público surdo)

10. Etiquetas e legendas em dupla leitura (fonte ampliada e braile) para objetos e tecnologia assistiva com acessibilidade, dirigidos ao público com deficiência visual (aproximadamente 22 legendas).

CONTRAPARTIDAS DE IMAGEM:

Inserção da logomarca da empresa patrocinadora, sob a chancela Patrocínio em todos os materiais de divulgação: 
- releases e press kits
- Folders a 4 cores, distribuídos aos visitantes da exposição
- Cartazes e banners
- E-flyer convite para cocktail de abertura
- Página web do projeto (com link direcionando para site da empresa patrocinadora)
- 2 anúncios de ¼ de página em jornal de grande circulação

Materiais impressos: todas as peças em 4 cores 
•    FOLDERS FORMATO 21 x 28 cm: 150.000 (para distribuição ao público da exposição)
Assessoria de Comunicação
•    Envio de releases aos principais veículos de comunicação;
•    Inserção de informações nos sites de divulgação e de busca na web;
•    Envio de 50000 newsletter

Divulgação através da web:
•    Contratação de empresa especializada em redes sociais
•    Campanhas pagas através das redes sociais

Menção ao patrocínio da empresa patrocinadora em todas as entrevistas concedidas por integrantes da equipe. Será fornecido um Kit com fotos de divulgação e seleção de imagens audiovisuais para que a empresa possa utilizar em ações de comunicação junto a públicos de seu interesse.

Com o suporte de uma assessoria de comunicação especializada, produziremos releases e press kits destinados às editorias de cultura de rádios, TVs, revistas, jornais e sites Internet. Com esta ação pretendemos obter mídia espontânea, divulgando a exposição e a parceria da empresa patrocinadora junto ao público de cada veículo. Em todos os textos, o patrocínio será destacado e a logomarca da empresa estará presente nos materiais impressos, incluindo os anúncios em jornais. Faremos uma prospecção junto à profissionais do setor cultural, músicos, produtores, críticos, em particular nas semanas que precederem a abertura. Realizaremos ainda um trabalho de divulgação com foco em formação de público. Através de marketing viral, comunicação via redes sociais e mailing, contataremos ONGs que atuam em projetos culturais, de inclusão social, bem como escolas da rede pública, propondo a realização de visitas em grupo.

CONTRAPARTIDAS SOCIAIS

Realização de 3 ENCONTROS COM PROFESSORES da rede pública, com o objetivo de apresentar os recursos da exposição e do portal Musica Brasilis de forma a que possam ser utilizados no ensino obrigatório de música.

Serão realizadas 40 visitas guiadas para grupos de estudantes da rede pública de ensino.

Será realizada, durante o período de uma semana, a capacitação de mediadores, selecionados entre jovens praticantes de música de projetos sociais. 

Informações sobre o projeto:

Projeto aprovado no PRONAC (artigo 18) - n. 203353 ( valor R$ 993.098,57)

Projeto aprovado na lei do ISS - WAC691/01/2020 (valor R$ 1.144.917,00)