VIII Circuito Musica Brasilis

09/08/2017

A 8ª edição do Circuito Musica Brasilis apresenta, em 2017, 20 espetáculos cênico-musicais em 6 estados de todas as regiões do país, focalizando obras de grandes compositores brasileiros. Este ano, serão enfatizadas ações educacionais, entre as quais espetáculos didáticos interativos gratuitos, para estudantes da rede pública, exposição interativa sobre cinco séculos de música brasileira e desenvolvimento de material didático de apoio, que será distribuido aos estudantes.

Para ser concretizado, o projeto precisa captar recursos que complementem o montante aportado pelo BNDES. Se você é pessoa física, faz a declaração completa do IR, e paga Imposto de Renda, pode contribuir com até 6% do imposto devido, da seguinte forma:

- faça um depósito IDENTIFICADO no Banco do Brasil, ag. 525-8, cc 34000-6 (titular Instituto Musica Brasilis, CNPJ 11024672/0001-53). O depósito deve ter dois identificadores: o seu CPF (identificador 1) e o numeral 2 (identificador 2).

- contacte-nos em caso de qualquer dúvida e também para que emitamos o recibo que permitirá que deduza o depósito do seu IR devido em 2018. Você será ressarcido pela sua doação na forma de redução do imposto a pagar.

Contamos com a sua colaboração.

Concebidos pela cravista e pesquisadora Rosana Lanzelotte, os repertórios dos espetáculos giram em torno de quatro eixos temáticos:

José Maurício Nunes Garcia (1767 – 1830) – 250 anos de nascimento

Considerado o maior compositor brasileiro do início do século 19, a música de José Maurício ultrapassou fronteiras e impressionou a todos os europeus com quem conviveu. Autor de vasta obra, fundou com seus próprios recursos uma das primeiras escolas de música do país.

Chiquinha Gonzaga (1847 – 1935) – 170 anos de nascimento

Primeira compositora de relevância no país, rompeu as barreiras de gênero. Empunhou a batuta de maestrina, criou a primeira sociedade de arrecadação de direitos autorais no país – a SBAT – em 1917, escreveu operetas e vasta obra para piano.

Um boi brasileiro no telhado francês – Darius Milhaud no Brasil (1917 – 1919)

Há exatos 100 anos, em 1917, chega ao Brasil o compositor francês Darius Milhaud. Surpreso e maravilhado com o que ouviu, leva na bagagem diversas partituras de compositores brasileiros, citadas em sua obra Le Boeuf sur le toit.

Marcha para o Conde da Barca – 200 anos de falecimento

Antonio de Araújo e Azevedo (1754 - 1817), o Conde da Barca, idealizou o projeto civilizatório do Brasil. Fundou a Impressa Régia, concebeu a criação do Reino Unido, imaginou a Missão Artística Francesa, no âmbito da qual vem ao Brasil o compositor Sigismund Neukomm (1778 – 1858). Este foi o primeiro a empregar gêneros populares - modinhas e lundus - em obras clássicas. Entre as mais de 70 obras que escreveu no país, está a Marcha Fúnebre para o Conde da Barca, um grande estadista injustamente esquecido.

Participam dos espetáculos as orquestras Amazonas Filarmônica, ORSSE (Orquestra Sinfônica do Sergipe) e OSUFPE (Orquestra Sinfônica da Universidade Federal de Pernambuco), o conjunto Caldereta Carioca e os músicos Clara Sverner (piano), José Staneck (harmônica), Marília Vargas (soprano), Marina Spoladore (piano), Ricardo Kanji (flauta), Ricardo Santoro (violoncelo), em um total de 143 músicos. Os repertórios musicais serão contextualizados por roteiros narrados por atores consagrados e projeções de imagens. O ator Antonio Calloni revive Darius Milhaud, enquanto Helena Varvaki incarna Chiquinha Gonzaga.