Cravo

O cravo é um instrumento de teclado que possui formato semelhante ao do piano de cauda antigo, porém pode ser composto por um ou dois teclados.

Como funciona?

O som do cravo é produzido  através de martinetes (ou saltadores) que pinçam ou beliscam suas cordas.

Um pouco de história...

A referência mais antiga sobre sua criação é datada do século XIV, na Itália, quando era chamado de clavicembalum. É considerado o mais importante e versátil instrumento de teclado desde finais do século XVI até o início do século XIX, depois do órgão.


Cravo de um manual italiano (séc. XVII)- Victoria and Albert Museum - Londres - Inglaterra

 


Cravo de dois manuais de Luigi Baillon (séc. XVIII) - St Cecilia's Hall Museum of Musical Instruments - Edimburgo - Escócia

O Cravo já estava presente no meio musical carioca desde pelo menos o ano de 1721, data do mais antigo registro de importação deste instrumento na cidade. Até 1830 o Jornal do Commercio ainda anunciava a venda de cravos por moradores do Rio de Janeiro. 

Uma tela a óleo do pintor Henrique Bernardelli (1858-1936) intitulada  D. João VI ouvindo José Maurício retrata uma cena do século XIX onde o padre músico José Maurício Nunes Garcia provavelmente toca o instrumento para o rei de Portugal.

 

 

 

 

D. João VI ouvindo José Maurício

O cravo caiu em desuso nas primeiras décadas do século XIX e ressurgiu por volta de 1882. O único instrumento histórico sobrevivente no Rio de Janeiro é um exemplar português de Jozé Cambiazo, datado de 1769, de propriedade privada. O instrumento foi transformado em piano e provavelmente pertencia ao português Paulo Perestrelo da Câmara que saiu de Lisboa em 1841 para se estabelecer no Rio de Janeiro. 

Cópias de cravos históricos passaram a ser feitas no Rio de Janeiro no século XX por Roberto de Regina a partir do final da década de 60, que além de construir os instrumentos era ainda cravista e professor.

O cravo continua presente no cenário musical contemporâneo carioca.  Espetáculos teatrais, montagens de óperas e concertos de música erudita e de música brasileira são alguns exemplos da versatilidade do uso deste instrumento.

Está curioso(a) para saber como se toca o instrumento? Assista ao vídeo de Rosana Lanzellote tocando um trecho de um lundu, de Spix e Martius.