Mário Tavares

Mário Tavares

1928 - 2003

Descendente de Fabrício Gomes Pedroza e Amaro Barreto de Albuquerque Maranhão figuras tão ligadas a história de Macaíba e do Rio Grande do Norte, Mário Tavares nasceu em 18 de abril de 1928, em Natal, sendo seus pais o Sr. Jorge Tavares, filho de Amélia Augusta de Albuquerque Maranhão Tavares e Olimpio Tavares; e de Júlia Palma Tavares. Teve dois irmãos, Túlio e Carlos Tavares.Proveniente de uma … Descendente de Fabrício Gomes Pedroza e Amaro Barreto de Albuquerque Maranhão figuras tão ligadas a história de Macaíba e do Rio Grande do Norte, Mário Tavares nasceu em 18 de abril de 1928, em Natal, sendo seus pais o Sr. Jorge Tavares, filho de Amélia Augusta de Albuquerque Maranhão Tavares e Olimpio Tavares; e de Júlia Palma Tavares. Teve dois irmãos, Túlio e Carlos Tavares.Proveniente de uma gens melômana e artista, vale destacar que seus tios-avós Alberto Maranhão foi o “Mecenas” da cultura potiguar; Joaquim Cipião foi excelente violinista, diretor do Teatro Alberto Maranhão e da Escola de Música; Amaro Barreto Filho foi pianista renomado, formado em Paris e professor da Escola de Música do Rio de Janeiro; seus primos Jorge Barreto Maranhão e Maria Augusta Tavares pianistas e sopranos, anfitriões de tertúlias sedutoras, para não citar outros tantos.Mário Tavares tinha oito anos quando encontrou em cima da cama ao voltar do colégio, um violoncelo “de autor”, de tamanho “três-quartos”, presente da avó Amélia Tavares. O plano da avó era claro. Como Túlio, o irmão mais velho de Mário, era pianista e Carlos, o do meio, tocava violino, faltava o violoncelo para compor o trio. Contudo, Mário afirmou certa vez a um amigo: “Meu negócio não era violoncelo. Meu negócio era harmonia, improvisar no piano, ler, estudar e, sobretudo orquestrar”.Aos 12 anos já integrava a orquestra de Salão da Rádio Educadora de Natal, a ZyB – 5, dirigida por Carlos Lamas e Carlos Faracchi.Mário Tavares foi aluno do Colégio Santo Antônio Marista e estudou música com o maestro italiano Tomaso Babini, passando em seguida uma temporada no Recife, aprimorando conhecimentos antes de embarcar para o Rio de Janeiro em 1947.No Recife Mário Tavares então aos 16 anos seguindo os rastros do mestre Babine, integrou-se a Orquestra Sinfônica, fundada três anos antes por Vicente Fitipaldi. Na capital pernambucana foi influenciado pelo frevo, cujo expoente nas composições era o Nelson Ferreira, de quem se tornou amigo.Com o objetivo de concorrer a uma vaga de violoncelista na Orquestra Sinfônica Brasileira, Mário Tavares viajou para o Rio de Janeiro, naquele Estado foi examinado pelo regente Eugen Szenkar, Nydia Soledade e Iberê Gomes, sendo contratado em abril para integrar a então recém fundada OSB, da qual esteve ligado até 1960.Consagrado pelos seus virtuosos dons musicais, reconhecido internacionalmente, Mário Tavares destaca-se como interprete da obra de Villa Lobos. Aceitando o convite da esposa do compositor – D. Arminda, empreendeu a revisão da obra sinfônica e regeu a maioria das obras inéditas até a morte do maestro em 1959.O maestro Mário Tavares dirigiu a Orquestra Sinfônica do Teatro do Rio de Janeiro durante 38 anos. Regeu também alguns dos mais famosos solistas nacionais e internacionais como Aldo Parisot, Nelson Freire, V. Ghiorgiu, Giorgy Sandor, Mtslav Rostropovich, Paula Seibel e Nina Beylina, Foi o principal maestro no Festival Internacional da Canção Popular da TV Globo, de 1967 a 1975 e do Festival de Música Contemporânea, de 1969 a 1970.Em junho de 2002 o maestro foi homenageado com o lançamento do CD “Mário Tavares” que reúne quatro composições de sua autoria: “Potiguara”, “O Concertino”, “Sonata nº1” e “Rio, a Epopéia do Morro”. Obras estas escritas entre 1959 e 1965.Mário Tavares era casado com Gláucia Maranhão Tavares e pai de três filhos e avô de 6 netos. Visitou Natal pela última vez em 2001. Morreu numa quarta-feira, dia 05 de fevereiro de 2003, aos 74 anos. O sepultamento ocorreu no Memorial do Carmo no Rio de Janeiro. O maestro Mário Tavares afirmava que para ele não existiam fronteiras entre os sons clássicos e os populares. “Música boa é música bem feita”. A frase era o resumo de uma carreira que nunca se prendeu a rótulos. Fonte: www.historiaegenealogia.com Leia mais Birth: Brasil Natal RN, 18/4/1928
Death: Brasil Rio de Janeiro RJ, 5/2/2003

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