Rio Música - exposição interativa

10/08/2013

A exposição Rio Música apresenta, através de instalações digitais, um panorama das práticas musicais cariocas, desde os tempos dos tupinambás, no século 16, até o funk, rap e música eletrônica dos dias de hoje. Com curadoria de Rosana Lanzelotte, cravista, pesquisadora, e doutora em informática, a exposição é um projeto pioneiro na América Latina. “Trata-se do piloto do primeiro museu de música do Brasil”, conta a curadora. A realização da mostra e do portal é do Instituto Musica Brasilis, criado por Rosana Lanzelotte, e fonte da maior parte dos conteúdos para a exposição.

 

 

A exposição Rio Música foi concebida para que o público percorra de maneira lúdica, a partir de instalações digitais interativas, concebidas pela Superuber, os cinco séculos de música na cidade, divididos em seis grandes temas: “O canto dos tupinambás”, “Instrumentália”, “Tempo”, “O caminho das notas”, “Mesa musical”, e “Teclas do Rio”.

A registro mais antigo relativo à música praticada no Rio é a anotação dos canto dos índios tupinambás, feita pelo suíço Jean de Léry (15361613), integrante da comitiva que veio se juntar a Villegagnon  (1510 – 1571) no Rio.  Essas anotações foram publicadas na Europa em 1577 no livro “História de uma viagem ao Brasil”, de Léry.  No primeiro ambiente da exposição, “O canto dos tupinambás”, os visitantes ouvem a reconstituição realizada pela pesquisadora Anna Maria Kieffer dos cantos tupinambás anotados por Jean de Léry em 1557.

“Instrumentália” mostra cerca de 60 instrumentos de sopro, cordas, teclados e percussão, desde os mais antigos utilizados no Rio, de origem indígena, africana e europeia, até os mais atuais, utilizados nas escolas de samba, bandas de música e os eletrônicos. Em uma tela multitoque, os visitantes poderão selecionar vídeos sobre os instrumentos, e verem como são tocados.

Na terceira sala, dedicada ao “Tempo”, o visitante navega por uma linha do tempo interativa, que mostra compositores, períodos e gêneros musicais marcantes no Rio.  Os compositores podem ser pesquisados por período e gênero. Trata-se da primeira linha do tempo interativa da música brasileira.

“O caminho das notas” é uma instalação interativa em que o público poderá acompanhar, com som e imagem, a notação musical de quatro obras: “Trenzinho do Caipira” (Heitor Villa-Lobos),Ainda me recordo” (Pixinguinha e Benedito Lacerda), “A inúbia do caboclinho” (Guerra Peixe) e "Variações sobre o Samba do Urubu" (Radamés Gnattali sobre os improvisos de Pixinguinha). Participaram da gravação dessas peças músicos como José Staneck, Ricardo Santoro, Celsinho do pandeiro, Henrique Cazes, Marcos Nimrichter e Maria Teresa Madeira, entre outros.

“Mesa musical” é uma mesa interativa, desenvolvida em parceria com o compositor Tim Rescala, que permitirá ao público “compor” uma música, a partir de trechos pré-gravados. Os visitantes acionam esses trechos musicais a partir da movimentação de objetos em uma mesa e constroem uma música coletiva.

Na sala “Rio das teclas”, o visitante percorre uma outra linha do tempo ajudado por piano cenografado. Ao tocar uma tecla, é acionado um vídeo sobre um personagem da música carioca.

O programa educativo da exposição foi desenvolvido por Suely Avellar. Visitas guiadas para escolas são acompanhadas por jovens monitores, formados especialmente, selecionados entre moradores nas comunidades vizinhas.

A exposição contou com uma equipe de pesquisadores formada por Carlos Palombini, Mayra Pereira, Pedro Aragão, Rodrigo De Santis, Egeu Laus e Heloisa Alves, e tem cenografia de Marcelo Pontes (MPDM Arquitetura). As instalações digitais interativas foram concebidas pela SuperUber e por Stephen Malinowski.

Serviço: Exposição Rio Música

Centro Municipal de Referência da Música Carioca Artur da Távola

Rua Conde de Bonfim, 824 – Tijuca  - Tel: 3238. 3743

De terça-feira a domingo, das 10h às 18h

Entrada gratuita

Agendamento de escolas através do telefone 3238 3743